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terça-feira, 19 de agosto de 2008

Volta do Filho Pródigo H . Neuwen




Gostei de mais
A primeira vez quando ouvi falar deste livro, foi no lugar mesmo a onde Henri encontrou a reprodução, no centre da documentação de l’Arca à Trosly- Breuil na França.
Recebendo muitas graças de Deus , podia partilhar com as pessoas doentes mentais que moram nesta comunidade , 8 anos da minha vida .....


Um encontro fortuito com uma reprodução da pintura A Volta do Filho Pródigo, de Rembrandt, projetou Henri Nouwen numa longa aventura espiritual. Aqui ele relata a reflexão muito pessoal e vibrante que o levou a descobrir o lugar no qual Deus escolheu fazer sua morada.

Seguindo a inspiração que teve diante da obra em que Rembrandt retrata a impressionante história do Evangelho, Henri Nouwen examina os diversos movimentos da parábola: a volta do filho mais jovem, o restabelecimento da filiação, o espírito vindicativo do filho mais velho e a misericórdia do pai. Meditando sobre Rembrandt em sua própria caminhada, o autor invoca o drama vigoroso da parábola de maneira rica e fascinante, que certamente ressoará nos corações dos leitores. Os temas de volta para casa, afirmação e reconciliação serão redescobertos por todos aqueles que experimentam solidão, melancolia, ciúmes ou raiva. O desafio de amar como o pai e ser amado como o filho será mostrado como a revelação final da parábola, conhecida pelos cristãos ao longo dos tempos e aqui descrita com um vigor e força novos para os dias de hoje.

Para todos os que se perguntam: “Para onde me levou a minha luta?” ou para os que “no caminho” tiveram a coragem de empreender a jornada, mas buscam a luz de um trajeto conhecido e de uma travessia segura, este trabalho, cada vez que for lido, servirá como guia e inspiração.

“A Volta do Filho Pródigo é um livro de muita beleza, tanto na limpidez de sua sabedoria quanto na beleza assustadora da transformação que somos chamados a realizar”.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

15 agosto - Assunção da Bem Aventurada Virgem Maria

Assunção da Bem Aventurada Virgem Maria



Segundo os científicos o mundo nasceu 14 bilhões anos atrás. Por causa duma grande explosão.
Durante o bilhão de anos que vão chegar o mundo vai existir, passar até o fim dele.
Mesmo nos somos mortais, a um momento cada um de nos começou a sua vida, no momento da concepção, quando uma vez por sempre começou a nossa vida, no momento quando Deus nos chamou para nossa existência terrestre.
Antes de “esperar “a sua chegada pelo mundo, no ventre da mãe de cada um ; Deus já nos amou, e quis. Cada um de nos foi já planejado, pensado no coração de Deus. Nos, não somos uma coisa criada pela natureza por acaso, mas antes de ser criado, cada um já existia no coração de Deus. Deus me quis neste mundo e já tem, desde o primeiro dia, um caminho preparado para mim, ele quer que realizo o que ele pensou para mim durante minha vida nesta terra.
Uma coisa e certa que um dia a minha vida vai chegar no fim, minha vida terrena vai acabar . O que vai acontecer depois ?

A Bíblia nos esta ensinando que a morte não è a ultima tapa de nosso percurso. Tudo o que podemos ver nesta terra, as plantas, as estrelas, as galáxias, e nos mesmos vamos passar , mas no mesmo tempo a morte não vai engolir tudo. Nas ultimas cartas da Bíblia podemos achar uma maravilhosa promessa feita por Deus :

“E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus. E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas. E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. “ ( Ap. 21, 1.3-5 )


A solenidade de Assunção da Bem- Aventurada Maria , podemos chamar também a festa da vitória sobre o desespero e a morte. Porque nos amamos e adoramos a mãe de Jesus?

Porque fica desde o inicio dessa vitória, “ bendita entre as mulheres “ como chamava-a a sua prima Isabel . Neste momento Maria esta esperando o seu filho que vai nascer. Ela porta em nela o filho que vai vencer a morte. Deu a luz ao Salvador do mundo, ofereceu- o a Deus no Templo, neste momento ouvi a profecia do Simeão. Deixou sua terra natal e foi por Egito. Ela acompanhou seu filho, ficou junto com Ele, Maria serviu a missão de proclamar o evangelho do Reino do céus ; e fiel a seu filho até a cruz. Maria è empenhada no serviço de obra da salvação


Ainda na terra Maria foi muito ligada com seu filho, as palavras que Jesus dizia : “Se alguém me serve, siga-me, e onde eu estiver, ali estará também o meu servo.” Podemos ter certeza que estas palavras falam de Maria.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

14. 08 - São M. Kolbe

Quando foi ainda pequena criança, lembro- me que um dia na minha casa tivemos uma revista católica " "Cavaleiro da Imaculada" que minha mãe recebia cada mês. Nesta revista não tinha muitas figuras , tudo foi branco e preto . Neste momento lendo a revista por a primeira vez ouvi falar do Pe. Kolbe. Na época, não podia entender como uma pessoa pode deixar a vida sua durante a guerra pela pessoa que não conhece .

A liturgia de hoje, nos mostra que deixar a sua vida pelos outros è uma tarefa por cada cristão .

Olhando as leituras podemos ver claramente nas palavras de São João ( 1 João 3,13-16)

Meus irmãos, não vos maravilheis, se o mundo vos odeia. Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama a seu irmão permanece na morte. Qualquer que odeia a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem a vida eterna permanecendo nele. Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos.

Passar da morte na vida – amar outro. Aqui podemos por – se a pergunta seguinte: sou capaz de amar outro na verdade ? Com o Amor verdadeiro? Amar – querer o bem maior pelos outros, se não ... olhando as palavras de João sou homicida? Exagero ? Pode ser… mas no mesmo tempo os feitos maus não nascem sozinhos , são sempre alimentados do que penso, o que leio, o que assisto na televisão . Quem hoje esta matando outro com uma palavra maldosa um dia pode ser que vai matar com uma arma ? Quem sabe ?

“Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos.” ( 1 João 3,16 )

No nosso dia o dia ,como são validas as palavras de Jesus :

“O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer. Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda.” ( João 15,12-16)

Estamos vivendo num mondo muito moderno, quase todo funciona com os computadores, tudo è automático, podemos fazer as compras pelo internet ficando na casa . estamos chegando num momento a onde se glorifica o minimalismo , o “ fazer tudo sem cansar muito”, as pessoas não abrem o portão com a mão mas todos usam o telecomando pra abrir sem deixar o carro ... Muito bem, a tecnologia deve ser feita ao serviço dos homens. Mas tudo não è tão lindo como pode parecer ... existe um perigo de ficar acomodado também na nossa vida espiritual. Na nossa fé.

O amor verdadeiro è exigente . Quem ama na verdade deve empenhar se muito, com todo seu coração, com toda a sua alma, dedicar seu tempo livre, suas forças ,dedicar se mesmo . Mesmo assim quando sento que não tenho vontade , este momento è oportuno para realizar as palavras de Jesus : “Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.”

Pra saber de mais sobre São M. Kolbe clica no endereço:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Maximiliano_Kolbe

sábado, 9 de agosto de 2008

Edith Stein

Senhor, Deus de nossos pais,/
Tu conduziste a Santa Teresa Benedita
à plenitude da ciência da Cruz
ao momento de seu martírio.
Enche-nos com o mesmo conhecimento;
e, por sua intercessão,
permite-nos sempre seguir em busca de ti, que és a suprema Verdade,
e permanecer fiéis até a morte
à aliança de amor ratificada pelo sangue de teu Filho
pela salvação de todos os homens e mulheres.
Te pedimos por nosso Senhor, Amém!

domingo, 3 de agosto de 2008

Jean Vanier

Jean Vanier nasceu em 1928; deixou a Marinha canadense em 1950 para estudar Filosofia e viver em uma comunidade cristã, perto de Paris. Depois de obter o doutorado, lecionou na Universidade de Toronto (Canadá). Em 1964, começou a comunidade Arca, acolhendo dois adultos deficientes mentais em uma pequena casa de Trosly-Breunil (Oise, França). Tal comunidade cresceu e, a partir dela, outras foram fundadas em vários países. Durante estes anos, Jean Vanier tem animado encontros sobre a vida comunitária.
Testemunho Jean Vanier – durante o 49 ° Congresso Eucarístico Internacional
http://www.webtvcn.com/?id=86571
Segunda-feira, 7 de Abril de 2008
Carta de Jean Vanier 2008
Queridos Amigos, Por ocasião dum retiro que dei na Lituânia, em Outubro passado, para os grupos de Fé e Luz e os que querem começar uma ARCA, houve uma mãe que deu um testemunho muito comovente.Quando a sua filha nasceu com uma deficiência ela viu esse facto com um maldição. Quando, nos transportes públicos as pessoas olhavam para elas com curiosidade e, por vezes, com maldade, ela passava por momentos em que queria desistir de viver. Depois, um dia, entrou num Igreja onde viu um grupo de pessoas, das quais algumas tinham uma deficiência, felizes, rindo e dançando. Era uma comunidade de Fé e Luz. Na seqüência desse encontro passou a freqüentar empenhadamente uma comunidade Fé e Luz e aquilo que lhe tinha aparecido como uma maldição, tornou-se uma bênção.Para muitos pais, a deficiência dos seus filhos, pode parecer uma maldição. Para muitas pessoas no nosso mundo a vida pode parecer uma maldição. O que é preciso para que uma maldição se torne uma bênção? Não é esta a questão central para todosnós? Como podemos ajudar a criar comunidades que possam tornar-se fontes de bênçãos para quem se sente amaldiçoado?Ouvimos cada vez mais falar das maldições que estão em riscode afectar a nossa terra: maldições ecológicas e climáticas, terrorismo e guerras. Estes riscos aumentam, segundo parece, com o desenvolvimento industrial da China, da Índia e de muitos outros países que querem recuperar um atraso econômico. Elesvão precisar de muito petróleo (a China está a criar 40 novos aeroportos !) E todo esse petróleo vai produzir cada vez mais anidrido carbónico… Há como que uma corrida louca para o desenvolvimento que se arrisca a levar a humanidade para umcrise de dimensões nunca vistas... maldição ?Hélène Elsida, professora de economia e de teologia, dizia recentemente numa conferência pública que esta crise poderia tornar-se uma sorte grande para a humanidade! Esta maldição poderia tornar-se numa bênção. A corrida em direcção ao « mais » : mais energia, mais dinheiro, mais força, mais competição, mais produção,vai levar-nos, dizia ela, « direitinhos contra a parede ». A solução não é procurar o « menos » : menos produção, menos salário etc., mas encontrar juntos soluções novas para mais humanidade. Não sabemos o quais serão essas soluções. Não serão fixadas à partida por algumas pessoas ou países com poder. Será algo inteiramente novo. Nascerão dum diálogo em que cada um não tentará defender os seus própriosinteresses, mas procurará apenas o bem da humanidade. Juntos e não em competição e luta, mas em diálogo franco e busca em comum, encontraremos soluções … soluções de paz.E este solução implicará menos velocidade e mobilidade e mais interioridade; menos consumo e mais relações; menos técnica e mais humanização ; menos dispersão e mais unidade ; menos competitividade e mais comunidade; menos individualismo e mais partilha e vida conjunta...Estamos em tempo de Natal, um ano novo começa. É um tempo em que queremos viver a paz. Celebramos o nascimento dum menino, o nascimento do Menino. O menino tão frágil, tão vulnerável, sem sistema de defesas, mas amado e protegido pelo amor dos seus pais. É preciso pôr-nos à escuta deste menino que fica maravilhado econtempla, que nos ensina a brincar, a rir, a celebrar, a dançar, a descontrair, a gostar de nós, a dar-nos presentes a nós mesmos, a beijar-nos. Ensina-nos a ternura e a confiança, ensina-nos a humildade. Vamos construir juntos um mundo decrianças e para as crianças onde haja menos competição e mais festa e dança. Jesus diz-nos que para entrar no Reino dos Céus temos que nos tornar como crianças. Também nos diz que se acolhemos um pequenino em Seu nome, acolhemos o próprio Deus. Sim, as crianças têm muito a ensinar-nos ! Entremos na brincadeira das crianças, na dança das crianças para podermos contemplar, amar-nos e rezar juntos ao nosso Pai do Céu. Hélène Elsida dizia : menos mobilidade e consumo e mais relação. Sinto-me feliz por estar no meu lar na ARCA e poder festejar e celebrar a vida junto com outros.Já estou em Trosly há mais de 43 anos. É o meu lugar, a minha terra, mesmo se durante a minha vida viajei muito. É certo que na ARCA muitas coisas mudaram externamente. Estamos num mundo que valoriza a mudança.É preciso sempre algo novo: novas máquinas, por vezes novos parceiros, novidades…, novidades… fartamo-nos do que é velho. Mas o essencial da comunidade permanece:é a alegria das relações que duram há 20, 30, 40 anos. A Arca é o lugar da aliança, da fidelidade, da celebração, da vida em conjunto. Não é aqui que reside a bênção ?Deus esconde-se nas crianças, nestas relações de ternura e de fidelidade e na comunidade que celebra. Ele é tão vulnerável, tão cheio de amor, tão humilde diante da nossa liberdade! E Deus é sempre novo. Faz tudo ficar novo.Boa festa de Natal, bom anos novo. Alegro-me com as comunidades da ARCA e de Fé e Luz e tantas outras comunidades que colocam no coração as pessoas diferentes e fracas. Que este ano seja para todos um ano de bênção.Gosto de citar este pequeno texto de Tagore e gostaria que se tornasse verdadeiro para mim.Eu Te dou graças Senhor por a minha missão ser o estar com os deserdados que sofreme carregam o fardo dos poderosos, escondendo as suas faces e abafando os seus soluços na escuridão.Pois cada pulsação da sua dor palpitou na secreta profundidade da noitee cada insulto foi recolhido no Teu grande silêncioE o amanhã pertence-lhes.Ó Sol levanta-te sobre os corações que sangram, para que floresçam como a flor da manhã(O cesto da fruta)Dou graças pela bênção da minha vida, dou graças por esta comunhão entre nós que me dá vida eesperança. Sinto-me profundamente feliz na ARCA e em Fé e Luz. Obrigada pelos vossos postas de Natale pelos vossos votos, obrigada pelas vossas orações e por esta comunhão que me ajudam e me alegram.Rezem por mim, para que possa continuar por este caminho que Jesus me oferece.Jean VanierCarta de Jean Vanier, Ano Novo de 2008